POR QUE ALGUNS GUINDASTES AFUNDAM PATOLA MESMO ESTANDO DENTRO DA TABELA DE CARGA?
Muitos profissionais acreditam que seguir a tabela de carga do guindaste é suficiente para garantir uma operação segura.
Mas a realidade de campo mostra algo diferente.
Todos os anos, diversos incidentes ocorrem mesmo quando o operador respeita o raio de trabalho, a capacidade do equipamento e os procedimentos operacionais.
O problema geralmente não está na carga.
Está no solo.
A IMPORTÂNCIA DA ÁREA DE APOIO DAS PATOLAS
Quando um guindaste inicia uma operação de içamento, toda a força gerada pelo equipamento é transferida para os estabilizadores.
Em determinadas condições, toneladas de carga ficam concentradas em uma pequena área de contato com o solo.
Mesmo terrenos aparentemente firmes podem apresentar:
• Compactação insuficiente.
• Presença de aterros recentes.
• Umidade excessiva.
• Pavimentação fragilizada.
• Vazios subterrâneos.
• Camadas superficiais sem capacidade estrutural adequada.
Nessas situações, o estabilizador pode afundar progressivamente durante a operação.
O resultado é a perda de nivelamento e, em casos mais severos, comprometimento da estabilidade operacional.
POR QUE A TABELA DE CARGA NÃO É SUFICIENTE?
A tabela de carga considera um equipamento corretamente estabilizado.
Ela não consegue prever:
• Condições do terreno.
• Resistência do solo.
• Distribuição inadequada das cargas.
• Deformações localizadas sob as patolas.
Em outras palavras:
O guindaste pode estar dentro da capacidade nominal e ainda assim trabalhar em condição insegura se a base de apoio não for adequada.
O ERRO MAIS COMUM NAS OPERAÇÕES
Um dos erros mais frequentes é utilizar diretamente a sapata do estabilizador sobre o terreno.
Isso reduz significativamente a área de contato e aumenta a pressão exercida sobre o solo.
Quanto menor a área de apoio, maior a tendência de afundamento.
É exatamente por esse motivo que operações profissionais utilizam sistemas de distribuição de carga sob as patolas.
COMO REDUZIR O RISCO DE AFUNDAMENTO
Algumas medidas ajudam a aumentar a segurança operacional:
• Avaliar previamente as condições do terreno.
• Verificar presença de aterros ou áreas instáveis.
• Garantir nivelamento correto do equipamento.
• Monitorar continuamente os estabilizadores durante a operação.
• Utilizar calços técnicos para ampliação da área de apoio.
A combinação dessas medidas reduz significativamente os riscos operacionais e aumenta a confiabilidade das operações de movimentação de cargas.
A SOLUÇÃO UTILIZADA POR EMPRESAS DE ALTO PADRÃO
Para operações que exigem maior segurança e estabilidade, muitas empresas adotam o uso de calços técnicos desenvolvidos especificamente para patolamento de guindastes.
O Calço Base para Patola Elevare Latina foi desenvolvido para ampliar a área de apoio dos estabilizadores e melhorar a distribuição das cargas transmitidas ao solo.
Fabricado em poliamida de alta resistência mecânica, oferece elevada durabilidade, resistência às intempéries e desempenho consistente mesmo em aplicações severas. Além disso, apresenta resistência à compressão de 90 MPa/mm², isolamento elétrico de até 30 kVA e compatibilidade com estabilizadores de até 260 mm de base.
CONCLUSÃO
Quando falamos em segurança operacional, potência não é suficiente.
A verdadeira estabilidade começa no contato entre o equipamento e o solo.
Investir em uma base adequada para as patolas não é apenas uma questão de proteção do equipamento.
É uma decisão que impacta diretamente a segurança das pessoas, a produtividade da operação e a confiabilidade de todo o processo de içamento.
Antes de avaliar a carga, avalie a fundação que sustenta a operação.
Porque grandes operações começam por uma base sólida.